Por Lallá Barretto

“A paleontologia e a arqueologia, ciências do humano, contemporâneas da teoria da Evolução de Darwin, procuraram sempre estabelecer uma evolução linear para a nossa espécie, o Homo Sapiens, que seria a única espécie humana, teria se originado na África, e que, através de imigrações sucessivas, teria povoado o resto do planeta. Mesmo tendo que se confrontar com a falta inexplicável de fósseis que ligassem o homo sapiens a alguma espécie anterior, procuraram incessantemente o famoso elo perdido da nossa evolução.
Só que a tarefa de encontrar o elo perdido perdeu-se com as novas espécies humanas que vêm sendo descobertas. Neandertais, Denisovanos, Floresiensis, Harbin, Nesher Ramla, o último a ser descoberto em Israel, em 2021, demonstram que não apenas não há uma única espécie humana, mas o humano em várias espécies, que se desenvolveram provavelmente em diferentes lugares do planeta, como teriam convivido durante largo espaço de tempo, deixando sua marca no DNA do homo sapiens.
O interesse disso para a Ufologia é que muitas civilizações, alegadamente extraterrestres, comunicam a muitos contatados o fato de terem de alguma forma, em algum momento, colonizado a Terra. Quase todos os relatos que dão conta desses fatos, de que o homem seria o resultado de colonizações de civilizações extraterrestres referem-se a:

1-Tempos imemoriais, que podemos localizar no longo período do Pleistoceno (entre 2,500 bilhões e 11, 7 mil anos );

2-Que a humanidade teria sido o resultado de manipulação genética;

3-Que essas civilizações extraterrestres teriam existido no nosso planeta, supomos que em momentos diferentes, até o advento dos diversos cataclismos, como erupções solares letais, queda de corpos celestes, inundações e tsunamis ocasionados pelos períodos de degelo, que ocorreram durante o Pleistoceno e devastaram suas realizações materiais, como pirâmides, cidades, assentamentos subterrâneos, antigas tecnologias incompreensíveis para nós, reveladas pelo avanço atual das técnicas de investigação arqueológica;

4-Que esses cataclismos ambientais tiveram impacto decisivo nos humanos sobreviventes, como a involução das capacidades físicas e mentais que permitiram as construções materiais, tornadas incompreensíveis para nós, das quais o recorrente enigma da construção das pirâmides em muitos pontos do planeta;

Acompanhar a descoberta de fósseis e vestígios materiais aponta para a grande possibilidade da existência efetiva de civilizações diferentes e muito anteriores ao que consideramos as primeiras civilizações humanas, Suméria, Egito, China, Peru, Guatemala, México, etc., que seriam reconstruções de civilizações anteriores devastadas pelos cataclismos do Pleistoceno. E a Ufologia é tanto mais questionada por toda essa história humana fragmentada, pelo fato de que as tradições orais desses povos, entendidos como sobreviventes, mencionam, nos seus mitos de origem e nos vestígios materiais que deixaram, a interação e influência decisiva de civilizações extraterrestres na evolução de suas civilizações.”

Nova espécie de ancestral humano é descoberta em Israel.

Por Pallab Ghosh, BBC

Fragmento de crânio e mandíbula foram encontrados perto de Ramla em Israel — Foto: Avi Levin e Ilan Theiler
Fragmento de crânio e mandíbula encontrados perto de Ramla em Israel — Foto: Avi Levin e Ilan Theiler.

Pesquisadores em Israel identificaram um tipo até então desconhecido de humano antigo que viveu junto à nossa espécie há mais de 100 mil anos.

Eles acreditam que os restos mortais encontrados perto da cidade de Ramla representam um dos “últimos sobreviventes” de um grupo humano muito antigo.

A descoberta, publicada na revista científica Science, consiste em uma parte do crânio e na mandíbula de um indivíduo que viveu entre 140 mil e 120 mil anos atrás.

Os membros da equipe acreditam que ele seja descendente de uma espécie mais antiga que pode ter se espalhado para fora da região há centenas de milhares de anos e dado origem aos neandertais na Europa e seus equivalentes na Ásia.

Eles chamaram a linhagem recém-descoberta de “Homo de Nesher Ramla”.

A pesquisadora Hila May, da Universidade de Tel Aviv, em Israel, diz que a descoberta reformula a história da evolução humana, sobretudo a dos neandertais. No passado, o cenário geral da evolução dos neandertais esteve intimamente associado à Europa.

“Tudo começou em Israel. Sugerimos que um grupo local foi a população de origem”, diz ela à BBC News.

“Durante os períodos interglaciais, hordas de humanos, do povo Nesher Ramla, migraram do Oriente Médio para a Europa.”

Restos mortais foram descobertos durante escavação de um sumidouro — milhares de ferramentas de pedra e restos de animais também foram encontrados — Foto: YOSSI ZAIDNER
Restos mortais foram descobertos durante escavação de um sumidouro — milhares de ferramentas de pedra e restos de animais também foram encontrados — Foto: YOSSI ZAIDNER

A equipe acredita que os primeiros membros do grupo Homo de Nesher Ramla já estavam presentes no Oriente Próximo há cerca de 400 mil anos. Os pesquisadores notaram semelhanças entre as novas descobertas e os antigos grupos “pré-neandertais” na Europa.

“Esta é a primeira vez que podemos ligar os pontos entre diferentes espécimes encontrados no Levante”, afirma a pesquisadora Rachel Sarig, também da Universidade de Tel Aviv.

“Há vários fósseis humanos das cavernas de Qesem, Zuttiyeh e Tabun que datam dessa época que não podíamos atribuir a nenhum grupo específico conhecido de humanos. Mas, comparando suas formas com as do espécime recém-descoberto de Nesher Ramla, justifica sua inclusão no [novo] grupo [humano]. “

May sugere que esses humanos foram os ancestrais dos neandertais.

“O neandertal europeu na verdade começou aqui no Levante e migrou para a Europa, enquanto acasalava com outros grupos de humanos.”

Outros viajaram para o leste, para a Índia e a China, assinala o professor Israel Hershkovitz, que também participou do estudo, sugerindo uma conexão entre humanos arcaicos do leste asiático e os neandertais na Europa.

“Alguns fósseis encontrados no Leste Asiático manifestam características semelhantes às dos neandertais, assim como os Nesher Ramla”, afirma.

Os pesquisadores baseiam suas hipóteses em semelhanças nas características entre os fósseis israelenses e aqueles que foram encontrados na Europa e na Ásia. Mas sua argumentação é controversa. O professor Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres, no Reino Unido, recentemente avaliou restos mortais humanos chineses.

“Nesher Ramla é importante para confirmar ainda mais que diferentes espécies coexistiam ao lado umas das outras na região naquela época e agora temos a mesma história no oeste da Ásia”, observa.

“No entanto, acho que é um salto muito grande no momento associar alguns dos fósseis israelenses mais antigos aos neandertais. Também estou intrigado com as sugestões de qualquer ligação especial entre os restos mortais de Nesher Ramla e os fósseis na China.”

Os restos mortais de Nesher Ramla foram encontrados no que costumava ser um sumidouro, localizado em uma área frequentada por humanos pré-históricos. Esta pode ter sido uma área onde eles caçavam gado selvagem, cavalos e cervos, como indicado por milhares de ferramentas de pedra e ossos de animais caçados encontrados.

De acordo com uma análise do pesquisador Yossi Zaidner, da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, essas ferramentas foram construídas da mesma maneira que os humanos modernos da época também fabricavam seus utensílios.

“Foi uma surpresa que humanos arcaicos estivessem usando ferramentas normalmente associadas ao Homo sapiens. Isso sugere que houve interações entre os dois grupos”, analisa Zaidner.

“Acreditamos que só é possível aprender a fazer as ferramentas por meio do aprendizado visual ou oral. Nossas descobertas sugerem que a evolução humana está longe de ser simples e envolveu muitas dispersões, contatos e interações entre diferentes espécies de humanos.”

*Fonte: G1